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Secretários de Saúde defendem toque de recolher e fechamentos de praias e bares

          Carlos Lula preside o CONASS.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), presidido pelo maranhense Carlos Lula, titular da pasta da Saúde do governo Flávio Dino (PC do B), defendeu, em carta aberta divulgada à sociedade nesta tarde, medidas mais rígidas para conter o avanço do novo coronavírus no país.

De acordo com o documento, assinado pelo próprio Lula, faz-se necessário a adoção de ações para evitar o iminente colapso nacional das redes pública e privada de saúde.

Os integrantes do Conselho citaram como novas medidas as seguintes restrições: proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional; suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país; toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana; fechamento das praias e bares; adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado; instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual; adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos; ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos.

“Reconhecimento legal do estado de emergência sanitária e a viabilização de recursos extraordinários para o SUS, com aporte imediato aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde para garantir a adoção de todas as medidas assistenciais necessárias ao enfrentamento da crise; a implementação imediata de um Plano Nacional de Comunicação, com o objetivo de reforçar a importância das medidas de prevenção e esclarecer a população; adequação legislativa das condições contratuais que permitam a compra de todas as vacinas eficazes e seguras disponíveis no mercado mundial; aprovação de um Plano Nacional de Recuperação Econômica, com retorno imediato do auxílio emergencial”, citou Lula.

“Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um “Pacto Nacional pela Vida” que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do País, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional”, completou o secretário estadual de Saúde.

Flávio Dino, vale destacar, irá se reunir ainda hoje com prefeitos da Grande Ilha e chefes de Poderes para avaliar a situação de pandemia no Maranhão e, a partir deste momento, adotar novas medidas para conter a doença.

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