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Preso é encontrado morto Pedrinhas; presídio já soma 3 morte em 2014

Aliny Gama
Do UOL
Foto – Beto Macário
CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pedrinhas em São Luís; presídio acumula 3 mortes em 2014
Um preso foi encontrado morto na CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no início da manhã desta terça-feira (21).
Segundo informações do Sindspem (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão), o preso Jó de Sousa Nojosa foi encontrado enforcado no bloco D da ala, considerada a mais violenta de Pedrinhas.
Esta é a terceira morte ocorrida no complexo de Pedrinhas este ano, que está sob a segurança da PM (Polícia Militar) e da Força de Segurança Nacional
O Maranhão passa por uma crise na área de segurança pública que tem como foco o complexo de Pedrinhas. Superlotado, com 1.700 vagas e 2.200 presos, o complexo registrou 60 assassinatos de presos em 2013, sendo que a maioria deles foi ocasionado por briga entre facções criminosas que agem dentro dos presídios maranhenses.
Um relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostrou que o domínio de facções criminosas que agem dentro dos presídios maranhenses deixam as unidades prisionais “extremamente violentas”, causando diversos assassinatos e estupros, e acabam comprometendo a segurança do local.
O clima é de tensão na CCPJ de Pedrinhas desde a semana passada. Os presos estão pressionando a saída do Batalhão de Choque da PM e chegaram a entrar em greve de fome por quatro dias.
Na última quinta-feira (16), detentos tentaram se rebelar por duas vezes. No último motim, ocorrido na parte da noite, a polícia disse que encontrou um revólver 38 e 16 munições intactas após dois homens da Força Nacional terem sido alvo de tiros, mas se protegeram com os escudos.
Nessa segunda-feira (20), nove líderes do Bonde dos 40, facção que ordenou os ataques a quatro ônibus no último dia 3, a qual matou uma menina de seis anos e feriu mais quatro pessoas, foram transferidos do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para presídios federais de segurança máxima.
De acordo com a Sejap (Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária), o preso morreu por enforcamento com uma ‘teresa’ – espécie de corda feita com lençóis.
O Icrim (Instituto de Criminalística) está realizando uma perícia no local e somente após o trabalho é que será possível apontar as circunstâncias da morte do preso.
Durante a manhã, um carro do IML (Instituto Médico Legal) estava na central de custódia aguardando o corpo ser liberado para levar para necropsia.

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