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Para se livrar de Sarney, PT nacional já admite lançar candidato próprio no Maranhão

O vice-presidente do diretório estadual do PT, Augusto Lobato (foto), disse nesta manhã de segunda-feira (16) ao blog, após participar da posse do novo diretório nacional do partido, em Brasília, no último sábado (14), que o sentimento entre os dirigentes nacionais da legenda é pelo lançamento de candidatura própria para o governo do Maranhão em 2014.  O presidente nacional da legenda, deputado Rui Falcão, segundo Lobato, revelou que a preferência é pela tese defendida pelo candidato vencedor do segundo turno do PED maranhense, Henrique Sousa.  
Diante do que está sendo articulado nos bastidores do partido, os petistas maranhenses estão se preparando para o pós governo Roseana e já vislumbram alguns nomes para representar o PT na sucessão estadual. São cotados para assumir a condição de candidato a governador o deputado José Carlos Nunes, a ex-deputada Terezinha Fernandes, Márcio Jardim, Raimundo Monteiro e Francisco Gonçalves, que atualmente desenvolve um excelente trabalho à frente da Fundação Municipal de Cultura.
Segundo Lobato, após as perdas dos deputados Domingos Dutra, Bira do Pindaré e do vice-governador Washington Oliveira,  o partido deseja buscar um novo horizonte e o primeiro passo é mostrar para a população que não é fisiológico, se reintegrar aos movimentos sociais no Maranhão, do qual se distanciou, e retornar a legenda ao seu curso de origem.
“Acho que a saída do PT, embora defenda apoio ao presidente da Embratur, Flávio Dino, é lançar candidato próprio, até porque nossa corrente votou em Henrique no segundo turno, defensor da tese da candidatura própria”, justifica.
O campo da Resistência Petista, que apoiou a candidatura de Augusto Lobato a presidente estadual do PT e ficou com a terceira maior votação, no primeiro turno, defendeu a tese da aliança com o PCdoB, mas não obteve êxito. Como agora o sentimento da direção nacional é pela candidatura própria, como forma de pacificar internamente a legenda e livrá-la da incomoda companhia da oligarquia Sarney, a tese de voo solo começa a ganhar corpo e poderá prevalecer, para desespero do grupo Sarney, que pretende manter o partido sobre seu domínio.

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