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Novo lockdown torna-se uma realidade próxima na Grande Ilha

A decretação de um novo lockdown (fechamento total das atividades não essenciais) na Grande Ilha de São Luís, seja por determinação da Justiça ou por iniciativa do Governo no Estado, torna-se, a cada dia, uma realidade muito mais próxima.

O Maranhão, desde o início da semana, passou a figurar em zona variante que aponta, em determinado momento, crescimento constante do número de casos de pacientes infectados pelo novo coronavírus, segundo levantamento feito por um consórcio nacional formado por veículos de comunicação.

Tal situação reflete diretamente em um quase estrangulamento do sistema público de saúde, apesar das novas medidas restritivas adotadas no período carnavalesco. 

Só para se ter uma ideia, de acordo com boletim epidemiológico atualizado divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a taxa de ocupação de leitos públicos de UTI para tratamento da Covid é de 95,24% na Grande Ilha ou Região Metropolitana, composta pelas cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e a capital.

Em Imperatriz, segunda maior cidade do Estado, o índice de ocupação é de 87,50%, sendo que nas demais regiões é de 58,11%.

Vale destacar que grandes hospitais privados de São Luís, ao longo dos últimos dias, estão divulgando boletins apontando lotação máxima dos seus leitos de UTI destinados para o tratamento da doença.

Este cenário se torna ainda mais preocupante devido ao fato das autoridades sanitárias admitirem a possibilidade de que uma nova cepa do vírus já esteja circulando em todo o país.

Paralelo a isso, o quantitativo de doses da vacina enviadas para o Maranhão continua sendo insuficiente para atender todos os públicos com a rapidez exigida.

O primeiro lockdown na Região Metropolitana foi decretado em maio do ano passado pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

Á época, a decisão do juiz foi seguida por várias Prefeituras maranhenses.

O magistrado e o próprio governador Flávio Dino (PC do B) já admitiram em entrevistas recentes que, caso a situação continue evoluindo para um cenário de caos no setor da saúde, um novo fechamento total das atividades não essenciais é uma alternativa que deverá ser adotada.

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