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Maranhão adere a pacto que pode resultar em lockdown nacional a partir do dia 14

O Maranhão e outros 20 estados da Federação aderiram a um pacto que pode resultar na decretação de um lockdown nacional a partir do próximo dia 14.

A informação foi divulgada ontem pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), representante do Fórum Nacional dos Governadores (reveja).

Diante do embate diário com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os governadores decidiram assumir a coordenação nacional do combate ao novo coronavírus.

A decisão é uma resposta à recusa de Bolsonaro de permitir que o governo federal cumpra com esse papel, que é originalmente dele, especialmente do Ministério da Saúde.

Os governadores se uniram objetivando conter o avanço da doença, que já matou mais de 260 mil pessoas em todo o país.

Um lockdown nacional e simultâneo, ou a adoção de medidas restritivas mais fortes a partir do dia 14, são defendidas pelos gestores pactuados.

Já decidiram aderir ao pacto, segundo Dias, Piauí, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Distrito Federal, Alagoas, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Goiás, Maranhão, Amazonas, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Apesar das novas medidas de restrição já anunciadas pelo governador Flávio Dino (reveja e reveja), o Maranhão, neste fim de semana, registrou um aumento de 151% do número de casos de mortes acumuladas nos últimos sete dias, segundo informações levantadas por um consórcio formado por veículos de imprensa nacional e que foram divulgadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na sua edição de ontem.

De acordo com boletim epidemiológico atualizado divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, 288 novos casos de pacientes infectados pela Covid foram registrados nas últimas vinte quatro horas.

Trinta e seis novas mortes foram computadas. Já são 5.275 vítimas fatais até o momento.

Na Grande Ilha de São Luís, o índice de ocupação de leitos públicos de UTI é de 94,97%.

Em Imperatriz é de 96,72% e 72,73% nas demais regiões do Estado.

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