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Maiores doadores do Instituto Lula pagaram metade das palestras do ex-presidente

OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e UTC. São essas as empresas que mais doaram dinheiro para o Instituto Lula e, de acordo com as investigações da 24ª fase da Operação Lava Lato, foram também as responsáveis pela contratação de 47% das palestras da Lils Palestras, empresa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram cerca de R$ 20 milhões em doações e outros R$ 10 milhões pagos em palestras.

Agentes da PF no momento do cumprimento dos 44 mandados na manhã desta sexta-feira (4)Futura Press

Agentes da PF no momento do cumprimento dos 44 mandados na manhã desta sexta-feira (4)
“A questão principal fiscal foi o relacionamento das entradas de recursos na Lils palestras e a saída de recursos do Instituto Lula. Existiria uma confusão operacional e financeira entre as duas entidades, ainda a serem confirmadas”, disse o auditor fiscal da Receita Roberto Leonel Lima. 

Representando o MP, o produrador Carlos Fernando dos Santos Lima fez questão de frisar que as buscas nas residências de Lula e de seus familiares fazem parte de apenas “mais uma fase da operação Lava Jato”, e que não há motivações políticas para as ações. “Há evidências de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens para, eventualmente, a concepção de atos dentro do governo”, disse. “Não há ninguem isento de ser investigado nesse País (…) Lula não tem foro privilegiado”.A informação foi passada na coletiva da manhã desta sexta-feira (4), na qual participaram Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público. Ao todo, são 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, alguns ainda a serem finalizados. “Em alguns locais estamos tendo problemas com manifestações, o que está dificultando um pouco o trabalho. Mas acredito que até a hora do almoço tudo esteja concluído”, afirmou o delegado da PF Igor Romário de Paula.
Aletheia: busca pela verdade
A Operação foi batizada de Aletheia em referência a expressão grega que significa busca da verdade. Cerca de 200 policiais estão nas ruas e 30 auditores da Receita para cumprir 44 ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Os principais alvos são o Luiz Inácio Lula da Silva, seu filho Fabio Luiz Lula da Silva, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e outros diretores e pessoas ligadas ao ex-presidente da República. 

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