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Justiça determina retirada de búfalos dos campos naturais na Baixada Maranhense

Dirigentes partidários aguardam apenas a passagem do Carnaval para reiniciarem as discussões sobre sucessão municipal. A grande expectativa gira em torno do PMDB e PSB, duas legendas que já decidiram pelo lançamento de candidaturas próprias, mas que enfrentam sérios problemas internos por conta de divergências dos grupos que disputam seus respectivos comandos no Estado.
No PMDB, a ala liderada pelo senador João Alberto e pelo deputado Roberto Costa defende e trabalha pela candidatura do superintendente regional da Fundação Nacional de Saúde, André Campos, enquanto o grupo comandado por Ricardo Murad apresenta a pré-candidatura da deputada Andréa. Já o presidente do diretório municipal, vereador Fábio Câmara, tenta se manter vivo na disputa, embora sem perspectiva de sucesso.
O PSB, a exemplo do PMDB, também sofre com a falta de unidade e a primeira consequencia será a perda do deputado José Reinaldo Tavares, que aguarda apenas a abertura da janela partidária para trocar de legenda. O parlamentar, embora negue problemas de relacionamento interno, o fato é que não encontra ressonância em suas propostas e pretende migrar para um partido em que ele detenha o comando no Estado.
Entre os socialistas, o clima não é nada satisfatório. O senador Roberto Rocha avocou para si o direito de ser o candidato a prefeito de São Luís, mas até seus correligionários duvidam que ele esteja realmente interessado em participar do pleito, acreditam que tenha colocado seu nome apenas para não deixar que o deputado Bira do Pindaré assuma esta condição. Bira está em campanha, mas depende de desistência de Rocha, por isso já não descarta trocar de legenda. Recentemente recebeu convite do Solidariedade e ficou de estudar.
O quadro ainda é bastante confuso. A deputada Eliziane Gama, que vem se constituindo na principal adversária do prefeito Edivaldo Holanda (PDT), enfrenta problemas na REDE, onde a ex-ministra Marina Silva, outrora incentivadora, agora se mostra desanimada com a candidatura da parlamentar, já tendo “furado” dois compromissos organizado pela direção local do partido. A parlamentar, que já cogitou trocar de legenda, enfrenta ainda enorme dificuldade para compor seu palanque e deve se movimentar nos bastidores após o Carnaval visando quebrar resistências.
No PSDB três deputados disputam a preferência. João Castelo, Neto Evangelista e Sérgio Frota pretendem ser candidato e devem levar seus nomes à apreciação da convenção municipal. Para o presidente do partido, vice-governador Carlos Brandão, “a pluralidade de candidaturas é própria da democracia” e que tudo vai ser resolvido no momento certo. Para Brandão, após as festas, as conversações sobre sucessão devem reiniciar com mais intensidade.
Enquanto a maioria dos partidos que pretendem, disputar a sucessão apresentam problemas internos e ainda vão precisar discutir muito antes de bater o martelo sobre quem será o candidato, o PDT vive momentos de tranquilidade e vai à luta pela reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, tendo como principal aliado o PCdoB, do governador Flávio Dino, e uma série de pequenos partidos que já declararam apoio, a exemplo do PSL, PRB, PTC, etc.
O prefeito Edivaldo vem recuperando a popularidade e fechou o terceiro ano do seu governo desenvolvendo um conjunto de obras de saneamento básico, já tendo superado a principal adversária, segundo o Instituto Exata, na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado responde em quem vai votar sem que o entrevistador apresente a relação de candidatos.
Por fim, a chamada esquerda radical, que já vem conversando desde o ano passado sobre sucessão, deve intensificar a articulação que tem por finalidade unir PSTU, PSOL e PCB. Para facilitar as conversações, o PSTU, segundo Luís Noleto, integrantes da direção estadual, abre mão da cabeça da chapa para centrar força na candidatura de vereador do sindicalista Marcos Silva.

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