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Eurico diz que está envolvido na ação do Vasco para ganhar pontos da última partida, mas diretoria não pediu sua ajuda

O ex-presidente do Vasco Eurico Miranda considera estar
diretamente envolvido no recurso que o clube pretende entrar no Superior
Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira e que visa obter  os pontos ganhos
pelo Atlético-PR, adversário do Cruz-maltino no último domingo. Na
concepção do dirigente, foi ele que alertou sobre a suposta
irregularidade. O argumento do Gigante da Colina e do cartola se baseia
no artigo 19 do regulamento geral de competições, que prevê que o jogo
só pode ser interrompido por até 60 minutos. A partida ficou parada por
71 minutos por conta de um briga generalizada entre os torcedores dos
dois times na arquibancada da Arena Joinville.

– Vocês não acompanharam o noticiário? Estão me perguntando o que eu
acho da ação? Fui eu que falei durante todo o dia que haviam
extrapolado o regulamento. A partir do momento em que me pronuncio,
estou diretamente envolvido, mas a diretoria atual não me pediu para
fazer isso – disse ao LANCE!Net.

Eurico Miranda destacou que ficou configurada a
irregularidade na partida quando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro
divulgou a súmula do jogo.

– Foi na entrega da súmula, quando o próprio árbitro disse
claramente que a partida recomeçou com 1 hora e 13 minutos. O
regulamento extrapolou, saiu do horário – argumentou.

O ex-presidente cruz-maltino, porém, não viu lentidão na diretoria atual em visualizar esta situação no regulamento.

– Não demorou porque agiu dentro do prazo de 48 horas – disse, para
depois concluir que não se negará a oferecer ajuda caso seja procurado
pelos aliados de Roberto Dinamite:

– Eu nunca neguei, pelo contrário.

Caso o Vasco obtenha os três pontos do Atlético-PR, o clube de São
Januário se livrará do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e empurrará
o Criciúma. Já o Furacão cairá para a quarta colocação e cederá a
terceira ao Botafogo, que assim estaria matematicamente classificado
para a Copa Libertadores.

Procurador geral do STJD, Paulo Schmitt afirmou que é precipitado
falar sobre a situação sem avaliar os documentos e argumentos de ambas
as partes e destacou ainda que a iniciativa do Cruz-Maltino passa a
“ideia de desespero”.

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