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Elegibilidade de Lula mexe no tabuleiro político do Maranhão para 2022

A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornando nulas todas as condenações impostas ao ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato mexe no tabuleiro político do Maranhão para a eleição de 2022.

Mantida, até o pleito do ano que vem, a condição de elegibilidade do petista, é certo que Lula disputará a Presidência da República em um confronto mais do que esperado com o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tentará a reeleição.

Aliás, Lula é o único nome que, em todos os levantamentos divulgados até o momento, faz frente à Bolsonaro, vencendo a disputa em vários cenários já apresentados.

Considerado como um dos nomes mais destacados da esquerda brasileira, o governador Flávio Dino (PC do B) pretendia encabeçar uma chapa presidencial.

Após o próprio Lula afirmar que o ex-prefeito Fernando Haddad (São Paulo) seria o candidato do PT à Presidência, Dino recuou e começou a admitir publicamente sua condição de pré-candidato ao Senado.

No entanto, com a elegibilidade de Lula, a situação muda. Uma chapa liderada pelo petista, tendo o governador maranhense como candidato a vice-presidente, por exemplo, é vista como uma realidade com ótimas chances de se concretizar.

Caso isso acontecesse, a única vaga de senador pelo Maranhão estaria aberta novamente.

E para a disputa, voltaria ao jogo, e com força, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PC do B), aliado do senador e pré-candidato ao Governo, Weverton Rocha (PDT).

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) poderia mudar de ideia e, ao invés de concorrer ao cargo de deputada federal, como ela já demonstrou desejo, direcionaria suas forças para Câmara Alta.

O atual ocupante da vaga, Roberto Rocha tem a opção e direito de tentar renovar o mandato.

Porém, na avaliação do editor do Blog, teria mais chances de obter êxito lançando-se para deputado federal ou indicando um aliado para o mesmo cargo. Neste cenário, RR poderia até se dar ao luxo de, mais uma vez, concorrer ao Governo do Maranhão como forma de garantir palanque para Jair Bolsonaro.

A permanência de Flávio Dino no cargo de governador é um outro cenário que não pode ser descartado.

Neste contexto, o comunista conduziria sua própria sucessão, além de estabelecer um palanque robusto para Lula.

Esta possibilidade enterraria, por completo, as chances do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que não mais assumiria do Governo para buscar a reeleição sentado na cadeira principal do Palácio dos Leões.

Em todos os cenários desenhados, na avaliação do editor do Blog, Weverton Rocha se mantém como sendo o favorito para eleger-se governador.

Principalmente se for confirmada a dobradinha PDT/PC do B – este último partido presidido regionalmente pelo deputado federal licenciado e atual secretário de Estado das Cidades e do Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry.

E Josimar de Maranhãozinho (PL)? – perguntaria o leitor.

O deputado federal, apesar de sustentar uma pré-candidatura ao Governo, sonha, na verdade, em ser presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Portanto, seu atual projeto não passa de um instrumento de barganha, uma vez que Moral da BR possui grupo político considerável e que pode ser usado como moeda de troca em um acordo de composição.

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