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Deputado Wellington denuncia descaso com a educação em Grajaú


O vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia
Legislativa do Maranhão, deputado Wellington do Curso (PPS), utilizou a
tribuna na última quinta-feira (29) para denunciar o descaso com a
educação no município de Grajaú.


Ao fundamentar a denúncia, o parlamentar fez referência a
levantamentos feitos por uma liderança política do município e destacou
dados que demonstram o nível de responsabilidade da gestão municipal
para com aquilo que, segundo o deputado, deve ser prioridade em uma
sociedade: a educação.


“Analisando os dados, percebemos a ínfima atenção que tem
sido destinada à Educação em Grajaú. Identificamos, através de tal
pesquisa, que nossas crianças não estão aprendendo o básico, isto é, a
ler e escrever e, tampouco, a realizar operações matemáticas. Tal
realidade implica naquilo que podemos chamar de ‘distorção idade-série’,
já que como os alunos não estão aptos, acabam reprovando. Não podemos
tratar a educação como apenas mais um segmento, pois estamos lidando com
vidas e futuros”, ressaltou.


COMO ESTÁ A EDUCAÇÃO EM GRAJAÚ?


Segundo levantamentos  embasados em dados do MEC, Grajaú ainda soletra quando o assunto é educação.


No resultado da última “Prova Brasil”, somente 12% dos
alunos do 5 ano aprenderam o adequado na competência de leitura e
interpretação. No 9.ano, apenas 7%; Em matemática, apenas 7% dos alunos
do 5.ano aprenderam o adequado na competência de resolução de problemas.
Para o 9.ano, apenas 2%.


Distorção “idade-série”:
Como consequência dos números anteriores, há um perceptível atraso
escolar. Do 6. Ao 9. ano, os índices de atraso variam entre 38% a 48%,
isto é, há o percentual de alunos com 2 ou mais anos de atraso escolar.
Na Zona Rural e nas áreas indígenas, em 17 escolas, 50% ou mais dos
alunos estão com 2 anos ou mais de atraso. Em 08 escolas, 100% dos
alunos estão atrasados.


“De acordo com o Portal Transparência, Grajaú recebeu em
2014, 47.338.994,37 reais. Ante isso, eis a dúvida: em que tais recursos
foram aplicados? Acaso a educação deve estar em último plano? Enquanto
tais respostas não aparecem, as crianças continuam lutando para terem
acesso ao que é constitucionalmente assegurado: a educação”, completou o
deputado Wellington.

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