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Dilma elabora plano para evitar rebeliões em presídios durante a Copa. Confira os problemas de cada estado


Correio Braziliense

O governo federal vai pedir ajuda ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para evitar uma onda de rebeliões nos presídios do país durante a Copa do Mundo de 2014, o que pode colocar em risco os planos de reeleição da presidente Dilma Rousseff. A ideia é fazer um pente-fino nos presídios instalados nas 12 cidades sedes que receberão os jogos das 32 seleções e os turistas que estarão no Brasil para torcer pelos seus respectivos países. Dilma sabe que a explosão da violência em um período estratégico colocará em xeque a capacidade do Executivo federal de controlar o sistema carcerário nacional.

A presidente ainda tem claro na mente o desastre provocado em sua popularidade após as manifestações de junho do ano passado, durante a Copa das Confederações. A aprovação do governo derreteu do patamar de 57% para 30%. O governo sabe que as passeatas de junho foram na busca de maior qualidade nos serviços públicos e que, tirando a ação extremada dos black blocs, não houve grandes tragédias do ponto de vista de perdas de vidas.

Rebeliões em presídio geram uma impressão ainda mais impactante. Dilma ficou assustada com a brutalidade na crise ocorrida no presídio de Pedrinhas, em São Luís, quando uma briga entre facções terminou com quatro detentos mortos — três deles decapitados — e o alastramento de uma onda de violência pelas ruas da capital maranhense que terminou na morte da menina Ana Clara, vítima de um ônibus incendiado a mando dos líderes da rebelião. “Se o vídeo com os presos decapitados tivesse circulado durante os jogos da Copa, a repercussão negativa para o país seria infinitamente maior”, reconhece um aliado da presidente.

Confira as falhas identificadas nos estados que sediarão partidas da Copa do Mundo

Amazonas
Os presídios amazonenses são apontados como centros de desrespeito aos direitos humanos. Em um deles, os detentos ficam em celas localizadas no subsolo. Durante os fins de semana, por problemas na escala de agentes carcerários, o presídio ficava trancado, sem responsáveis, e os presos só podiam voltar a circular na segunda-feira

Bahia
A terceirização e privatização do sistema carcerário não resolveram os problemas de superlotação e maus-tratos aos detentos

Ceará
Fuga de presos é uma constante. Recentemente, no município de Itaitinga, uma rebelião acarretou na fuga de três criminosos que participaram do assalto ao Banco Central, em Fortaleza

Distrito Federal
Principal problema é o deficit de vagas

Mato Grosso
A superlotação é um dos maiores problemas, sobretudo nos presídios de Cuiabá

Minas Gerais
Embora com menos intensidade, o estado sofre com a superlotação nos presídios

Paraná
O estado formou um grupo de secretarias para acompanhar os presídios, que sofrem com denúncias de superlotação e maus-tratos

Pernambuco
A superlotação é um dos principais problemas, sobretudo no presídio Aníbal Bruno, que tem 5 mil detentos

Rio de Janeiro
Superlotação de presos, sobretudo nas delegacias de polícia

Rio Grande do Norte
Rebeliões recentes também terminaram com presos decapitados.

Rio Grande do Sul
O Presídio Central de Porto Alegre responde a um questionamento da Organização dos Estados Americanos (OEA) por violação dos direitos humanos

São Paulo

O estado representa quase 40% da população carcerária. Superlotação, brigas de facções e problemas de atendimento à saúde dos detentos

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