segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PPL confirma João Goulart Filho como candidato à Presidência da República

Filho do ex-presidente João Goulart, candidato fundou instituto em homenagem ao pai e disputará o cargo pela primeira vez. Jango foi deposto pelo golpe militar de 1964

João Goulart Filho, candidato a presidente pelo PPL (Foto: GloboNews/Reprodução)
João Goulart Filho, candidato a presidente pelo PPL (Foto: GloboNews/Reprodução)
O Partido Pátria Livre (PPL) oficializou neste domingo (5) o nome de João Goulart Filho como candidato do partido à Presidência da República. É a primeira vez que o partido lança candidato à Presidência. A sigla não fez nenhuma coligação.
A legenda também anunciou o professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Léo Alves como candidato a vice-presidente.
Filho do ex-presidente João Goulart, o candidato do PPL fundou um instituto em homenagem ao pai e disputará o cargo pela primeira vez.
Segundo a revista "Época", Goulart decidiu deixar o PDT no ano passado, em razão de estar insatisfeito com o atual presidente da sigla, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi.
João Goulart é autor do livro "Jango e Eu: Memórias de um exílio sem volta".
A legenda afirmou que a candidatura "é a que melhor condensa a luta histórica do povo brasileiro, algo premente na situação atual de nosso país, exausto devido a uma política insana de destruição nacional, que conduziu ao desemprego de milhões de brasileiros; ao fechamento de milhares de empresas nacionais; ao malbaratamento dos bens públicos – e à corrupção absolutamente alucinada e sem peias, exposta vergonhosamente à nação nos últimos anos".
João Goulart Filho se diz totalmente contrário às reformas trabalhista e da Previdência. Uma das suas principais propostas é dobrar o valor do salário mínimo em quatro anos. E também pretende aumentar os investimentos públicos e "paralisar completamente" os processos de privatização de empresas etatais em curso.
"Estamos resgatando o sonho do trabalhismo, sonho de nação, de um projeto que foi impedido de continuar em 1964. O Pátria livre prega o desenvolvimentismo e nós sem dúvida queremos resgatar as reformas necessárias desse país em benefício do povo brasileiro, dos trabalhadores das pessoas mais humildes do Brasil", disse Goulart Filho.
"Não vamos só dobrar o salário mínimo em 4 anos, como fortalecer o Estado brasieliro para que tenha capacidade de investimento e expansão do mercado interno. Não existe possibilidade de corrigir déficits e o povo brasileiro ser subjugado a essa esfera de quase escravagismo que estamos passando com essas reformas neoliberais e globalistas", completou.

"Vamos domar a crise do Brasil", disse na convenção.de 1964