terça-feira, 3 de abril de 2018

Roubo de carro de reportagem da Rádio Educadora em rodovia estadual desafia o BPRV de Flávio Dino

BPRV precisa provar eficiência, recuperar unidade móvel da Rádio Educadora e desmontar versão de que só serve para perseguir cidadãos que devem o IPVA
Uma operação realizada semana passada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV), em três bairros de São Luís, deu o que falar, pois, segundo comentário geral, teria sido deflagrada para apreender carros e motocicletas com débitos referentes ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) nas portas das casas dos proprietários. Diante da repercussão negativa do caso, o governo, por meio dos seus porta-vozes na mídia, logo contrapôs, informando que a ação teve como finalidade localizar e recuperar veículos com registro de roubo ou furto, o que não quer dizer que a versão oficial seja verdadeira.
Pois bem, menos de uma semana após o início da polêmica, a unidade móvel da Rádio Educadora AM foi roubada em plena MA-201 (Estrada de Ribamar), no início da noite dessa segunda-feira (2), área cuja cobertura policial é de competência exclusiva do BPRV, por tratar-se de uma rodovia estadual. Passadas mais de 14 horas desde o crime, o carro de reportagem da emissora católica ainda não foi encontrado, o que põe em cheque a eficiência e a utilidade do batalhão, tão implacável com os cidadãos de bem que apresentem pendências tributárias.
Aparelhado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) com a melhor estrutura possível para cumprir sua missão, o BPRV está diante de um desafio: localizar a unidade móvel, levada por assaltantes das imediações do Posto Maracajá, na localidade Cururuca, em Paço do Lumiar, um dos pontos mais conhecidos, movimentados e visados da Estrada e Ribamar, que deveria contar com cobertura policial permanente, mas não dispõe de qualquer aparato de segurança pública.
Não é apenas a direção da Rádio Educadora e a Arquidiocese de São Luís, a qual a emissora é vinculada. que cobram a elucidação do crime. Os pais e mães de famílias abordados e constrangidos diante dos seus lares e dos seus familiares, na operação da semana passada, também exigem que o BPRV solucione o caso.
Para que não paire no ar a suspeita de má fé e perdure a sensação de incompetência de um batalhão policial muito mais conhecido por intimidar cidadãos e por reforçar o caixa do Estado por meio da aplicação de multas e apreensões de veículos.