quarta-feira, 25 de abril de 2018

Deputado Sousa Neto pede instalação de CPIs para apurar escândalos no Governo Flávio Dino

Sousa Neto colhe assinatura do deputado Vinicius Louro para CPI, observado pelos colegas Wellington, Raimundo Cutrim e Eduardo Braide
O deputado estadual Sousa Neto (PRP) deve protocolar, nos próximos dias, dois pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Nessa terça-feira (24), o parlamentar iniciou a coleta das assinaturas de membros da oposição e da própria base governista. Para que a CPI seja instalada é necessário que 14 dos 42 deputados maranhenses assinem os dois requerimentos, que já contam cada um, com cerca de 10 adesões.
O primeiro deles visa investigar sobre o uso indevido de assinatura eletrônica de oficial da Polícia Militar, no escândalo em que o Governo Flávio Dino ordena à Instituição que monitore os adversários políticos à Gestão Comunista, com vistas às eleições deste ano.
Já o segundo tem como objetivo esclarecer a acusação feita pelo soldado da Polícia Militar, Fernando Paiva Moraes Júnior contra o secretário Jefferson Portela, pelos supostos crimes de tortura e sequestro, com o propósito de coagi-lo a envolver um membro da Assembleia Legislativa do Maranhão em organização criminosa, em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF).
“São dois escândalos graves na Segurança Pública, que tiveram repercussão nacional e que a sociedade espera que sejam esclarecidos. Queremos ouvir todos os citados nos dois casos; no primeiro, o Governo nega que tenha ordenado a PM a monitorar a oposição, e, segundo eles, o documento enviados aos batalhões é falso, e o que houve foi o uso indevido, não autorizado e criminoso de assinatura eletrônica. O outro caso é uma afronta ao Poder Legislativo, já que um militar que está preso, afirmou ter sido coagido a incriminar o deputado Raimundo Cutrim e mais dois delegados, no caso do contrabando. Acredito que teremos o número de assinaturas necessárias para abrir essas investigações”, destacou Sousa Neto.