segunda-feira, 10 de julho de 2017

Relator recomenda que denúncia contra Temer siga para a Câmara




O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Câmara da denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), recomendou o prosseguimento do processo.
Temer é acusado de corrupção passiva. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o peemedebista foi o destinatário final de uma mala contendo propina de R$ 500 mil e de uma promessa de outros R$ 38 milhões em vantagem indevida, ambas da empresa JBS.
“O meu relatório de acordo com o que prevê a Constituição e o regimento interno, é predominantemente político, mas com foco muito grande na parte técnica”, afirmou ao chegar à comissão, onde lerá seu voto nesta tarde.
Os aliados do presidente da República previaque Zveiter se manifestasse a favor da denúncia, apesar de ser do mesmo partido de Temer. Por isso, a base já prepara votos em separado a favor de Temer.
BATE-BOCA
A sessão começou com bate-boca por causa da leitura da ata da sessão anterior.
Fora dos microfones também houve discussão. O deputado Delegado Waldir (PR-GO), que foi retirado da comissão por sua legenda, gritava chamando o partido de “vendido” e “cambada de bandido”.
“Este governo é bandido, é covarde”, gritava. “Cambada de bandido! Tá tudo grudado no saco do governo! Quem manda é o Temer, esse bandido! É um lixo de governo! Quadrilha organizada!”
Mais cedo, ele já havia reclamado à reportagem que o governo havia pedido sua saída.
Apesar da fala inflamada de Waldir, o líder do partido, José Rocha (BA), afirma que os próprios parlamentares pediram para sair da comissão. O PR fez quatro trocas entre os cinco titulares.
VAIAS
O deputado Major Olímpio (SD-SP), que também foi substituído por seu partido, foi vaiado por parlamentares governistas ao dizer que após a apresentação da denúncia a troca de titulares não deveria ser possível e chamar Temer de “presidente criminoso”.
“Quem está vaiando também está recebendo para vaiar”, gritou o deputado, que afirmou que os parlamentares trocados foram “vendidos criminosamente” pelos partidos.
Até agora a base realizou 14 trocas para tentar garantir os votos necessários contra a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).