terça-feira, 4 de julho de 2017

Denúncia do deputado Wellington sobre abandono de escola do Estado em Paraibano é comprovada pelo Ministério Público



O deputado estadual  Wellington do Curso (PP) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para  destacar que o Ministério Público confirmou a denúncia da situação de abandono e malversação de dinheiro público quanto ao Centro de Ensino Edson Lobão, uma escola do Estado localizada em Paraibano.

Inicialmente, Wellington mencionou a situação da escola com 12 salas de aula totalmente destruídas e, pior ainda, a construção de uma quadra na escola abandonada. Na tentativa de mascarar o erro, a Secretaria de Educação afirmou que a escola não seria do Governo, mas sim do município, o que nem de longe retira a responsabilidade do Estado, já que o prédio foi cedido apenas em dezembro de 2016, enquanto que a construção da quadra remete aos dois últimos anos da gestão do Governador Flavio Dino.

"O nosso projeto 'De olho nas escolas' tem por objetivo zelar pela educação em nosso Maranhão. Recebemos essa denúncia de pais e professores. Tentaram desqualificar, mas aqui o Ministério Público já mostra que ingressou com uma Ação Civil Pública exatamente por compreender a gravidade da situação. A escola é sim do Governo, foi cedida, o que é temporário, no final de 2016 para o município e, pior ainda, não há justificativa para se construir uma quadra em um prédio abandonado. Isso, certamente, será apurado. Deixo aqui, inclusive, uma solicitação  aos que tentaram desqualificar a denúncia da própria população: se posicionem quanto às outras denúncias também. Alunos e professores da Escola Robson Martins, por exemplo, lá do Maiobão, que assistem às aulas ao relento, também querem uma resposta. Esse tempo da velha perseguição política já passou. As denúncias que aqui eu trago não são minhas, mas sim da população", pontuou Wellington.

O Ministério Público ingressou com a Ação Civil em face do Governo do Estado e, também, do município de Paraibano. Entre os pedidos da ação, solicita-se que os réus (no caso, Governo do Estado e Município de Paraibano) sejam condenados a realizar obras de restauração e revitalização do prédio da escola, colocando-o pronto para uso em atividades educacionais ou de assistência social.