quarta-feira, 7 de junho de 2017

Secretário de Saúde, Carlos Lula, afirma que não houve desvio de dinheiro do IDAC na gestão de Ricardo Murad


Coube ao secretário estadual da Saúde, advogado Carlos Lula, contestar a versão de aliados (políticos e jornalistas) do governador Flávio Dino (PCdoB) de que a operação realizada pela Polícia Federal, sexta-feira (03), foi para investigar desvios de dinheiro da Saúde no governo anterior.
No release distribuído na segunda-feira (05), pela Secretaria de Comunicação e Articulação Política (Secap), em que é anunciada a rescisão do contrato com o Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (Idac), que teria desviado mais de R$ 18 milhões que seriam para seis unidades hospitalares do Estado, o secretário da Saúde diz que os contratos são de 2013, mas “foram legalmente mantidos pela atual gestão” por que “isso (desvio de dinheiro) não foi identificado antes”. Em outras palavras, “isso” ocorreu no governo atual.
Vale lembrar que fica claro que Carlos Lula isenta o ex-secretário Ricardo Murad (PMDB) de qualquer culpa em relação a esse contrato com o IDAC.
Ainda de acordo com o secretário Carlos Lula, “em relação ao IDAC, não havia nada que desabonasse a sua conduta e, por isso, o contrato havia sido renovado com a empresa, mas diante dos fatos é impossível permanecer com o contrato”.
Vale destacar que um dos presos pela Polícia Federal, Paulo Rogério, motorista do presidente do Idac, Antônio Aragão, foi preso na boca do caixa sacando R$ 100 mil, ou seja, não foi no governo anterior. Além disso, um dos hospitais dados para o instituto gerenciar, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapadinha, foi inaugurado em abril deste ano, ou seja, o contrato foi celebrado na atual gestão.