terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BAILE DA IMPRENSA VAI DAR A VOLTA POR CIMA E HOMENAGEARÁ 40 CARNAVAIS DO ANJO DA TURMA DO QUINTO, GABRIEL MElÔNIO


Uma das criações carnavalescas do publicitário Ray Santos, de saudosa memória, como o de 1988, em que numa sacada espirituosa colocou para desfilar o então jovem Gutemberg Bogéa (ali, chamado, por alusão ao seu homônimo alemão, o Inventor da Imprensa, e sendo do Jornal Pequeno, fundado pelo genitor, o combativo e justo Ribamar Bogéa), o Baile da Imprensa, em São Luís, sob a batuta  dos jornalistas Célio  Jorge e Joel Jacinto, dará a volta por cima, com tudo a que tem  direito de fuzarca,  nesta quinta-feira gorda (23.2.), a partir das 20 h, na Casa do Maranhão, na Praça dos Catraieiros-Centro Histórico.  Na ocasião, com o Show 40  Carnavais de Gabriel Melônio, reverenciará o intérprete da Turma do Quinto, numa festa que terá DJ (executando músicas folionas), Banda Bandida, Show Nosso Bailinho    e Banda Amigos do Samba, com o patrocínio importante  da Secretaria de Estado da Cultura e do Turismo (Sectur).                                               
Para seu ingresso a este que será um dos pontos altos do folguedo, na capital maranhense, neste ano,  os foliões ligados aos meios de Comunicação e convidados haverão de portar pulseiras da coordenação do Bloco da Imprensa (Célio Jorge, de O Imparcial, e Joel Jacinto, Coluna Micro-Ondas, do Jornal Pequeno), que recomenda aos brincantes que vistam suas fantasias e caiam na diversão. O Baile da Imprensa está cotado qual o fecho de ouro de uma programação iniciada a 4 de fevereiro passado, defronte do Bar do Porto, na vizinhança da Casa do Maranhão,  em que os excessos ficaram por conta de uma saudável alegria.                                 
                                     Lava-a-Jato da Imprensa — Com o  bem-humorado, porém incisivo, tema Lava-a-Jato da Imprensa, o cordão carnavalesco da Comunicação chegou à sua 19.ª edição, já que se reúne desde  1998, com concentrações na Litorânea, Madre de Deus e Abrigo da João Lisboa. Após a realização das  dos dias 4 e 11, encerrou no sábado passado (18 de fevereiro) a  de  2017, com movimentação desde às 16h. Tudo com apoio do Governo Estado,  por via da Secretaria da Cultura e Turismo (Sectur), que disponibilizou a  colocação de palco, som, iluminação, estrutura de disciplinadores, segurança e envio das atrações artísticas.                                                                                                                                Constelação  de bambas — Contou com as seguintes atrações musicais: Banda Bandida, Bateria Explosão da Turma do Quinto, Bateria Carcará da Favela, As Brasileirinhas, Bloco Tradicional Os Foliões,  Banda Pirata da Ilha; e  da Banda Bandida, Banda Contramão, Bloco Tradicional Os Apaixonados, Mega Banda, Bateria Fabulosa da Flor do Samba e a Máquina de Descascar Alho, etc.   
Homenagem aos  seus profissionais —  Como vem acontecendo ao longo das últimas edições do Bloco da Imprensa, este homenageia os profissionais do setor. Na derradeira concentração de 2017, desta feita, foram os repórteres-fotográficos e cinegrafistas dos veículos de Comunicação ludovicenses.             
                                   O criador do Baile da Imprensa — Em Bastidores da Notícia, no seu acessado blog, sob o tópico Jornalistas na Folia, em 21.1. 2010, o jornalista Alterê Bernardino realçou o criador do Baile da Imprensa:  “Imprensa Que Eu Gamo, Imprensa Que Eu Gosto e Imprensa que Entra são as designações dos blocos carnavalescos de jornalistas no Rio de Janeiro(RJ), Manaus (AM) e Recife (PE), que fazem a festa dos Filhos da Pauta, como dizia o saudoso publicitário Ray Santos, um dos criadores de manifestações para o período momesco, em São Luís, como o Baile da Imprensa.”           
 O Anjo, no URTA, Turma do Quinto e Príncipe de Roma — No quadro Cadê Você?, do programa Santo de Casa, da Rádio Universidade, em 15.6.2015, ouvimos o cantor Gabriel: Nos anos setenta, fez parte do URTA –  Unidos do Regional Tocado a Álcool e, em seguida, foi convidado para a Turma do Quinto, e  logo vencedor, no carnaval de 1978,  com o samba-enredo I-Juca-Pirama; Praia Grande (1981); Upaon-Açu, a Ilha do Mistério (1982); Tanto Queima Como Atrasa (1983); Ali Babão e o Sete Ladrão (1986); Alcântara Atlântica (1987); As Máscaras da Quintoinstituinte (1988); Quinto Centenário, São Outros 500 (2000); Maranhão: Caixinha de Segredos(2001); Nauritânea, a Poesia de Barbas Brancas (2002);  Quinto é Minha Lei, meu Nome é José Sarney (2004); O Quinto Opina e a Difusora Está no Ar(2005); No Terreiro do Maranhão, o Mestre é Bita do Barão (2014). Em 2016, o Quinto voltou a ser campeão, com Gabriel Melônio em O Anjo Gabriel, Tributo ao Intérprete Gabriel Melônio (tendo Roberto Ricci o seu intérprete). GM foi campeão diversas vezes com o bloco tradicional Prìncipe de Roma, da Madre de  Deus.                                                                                  
Nascido anjo do apoio ao Pirata do Samba — Presenciei ao apoio de  Gabriel, graciosamente,  ao  Pirata do Samba, de São José de Ribamar, na cidade-balneário, em São Luís  e em  Belém (PA). Em Ribamar, no Clube Jacaré, na apresentação dos sambas-de-enredo 365 Dias de Suor e Sonho (que gravou, em LP, contendo os de outras agremiações, em 1981), de autoria de Cesar Teixeira, e deste ainda Erasmo Dias e Noites,  só no Clube Jacaré, pois o registro no disco se deu fora, com profissionais idem.  Antes, em 1980, no compacto Quinto Pirata,  na capital paraense, gravou Samba-Grande e Senzala, de CT e este repórter. Convém salientar que sua voz permanece sucesso, com 365 Dias de Suor e Sonho, na boca do povo ribamarense, eufórico com o retorno do Pirata do Samba e a promessa deste, em 2018, participar do concurso das agremiações congêneres, na passarela do samba, do Anel Viário. Ali, cunhei o Anjo Gabriel, e o publiquei na Imprensa. Não muito difícil, porquanto em Bazar São Luís — Artigos Para Presente e Futuro, um dos  meus livros campeões  em concursos literários da Secretaria Estadual da Cultura (Secma), em 1986, enredo da Escola de Samba Unidos de Fátima, no desfile do carnaval de 1989, sentenciei: Meu berço, Madre de Deus, a Capital do Estado de Espírito de São Luís.  E assinei embaixo.