quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Max Barros defende investimentos para combate à crise econômica

Max Barros defendeu investimentos diretos por parte do governo
Max Barros defendeu investimentos diretos por parte do governo maranhense
O deputado Max Barros (PRP) questionou, na sessão desta terça-feira (16), o Programa ‘Mais Empresas’, instituído pelo governador Flávio Dino com o propósito de estimular novos empreendimentos da iniciativa privada no Maranhão. Em seu discurso, o deputado elogiou o esforço do governo no sentido de fomentar a geração de emprego e de enfrentar a crise econômica que afeta todos os Estados da Federação.
“Acho que esta preocupação do governo é fundamental. Entretanto, tenho a convicção de que o repasse de recursos através de isenção para empresa não é o melhor caminho para dinamizar a economia do nosso Estado. O melhor caminho é fazer investimentos diretos, porque aí atende-se toda a cadeia produtiva e, em vez de beneficiar uma pessoa, vai beneficiar um conjunto de empresas e de novos funcionários”, argumentou Max Barros.
Ele defendeu na tribuna a ideia de que o governo deve fomentar investimentos diretos, para abranger uma cadeia muito maior de empregados, e desta forma responder às demandas que o Poder Público tem que responder.
“Eu louvo esta iniciativa do governo, mas acredito que o caminho é equivocado, esse caminho poderia ser feito de outra maneira através de investimentos, respondendo às demandas que existem com a construção de hospitais, de casas populares, recuperação do nosso Centro Histórico e tantas outras obras que dinamizariam a economia não só com uma empresa, mas várias empresas que estariam empregando gente para atender à demanda pública”, ressaltou.
Alerta
Em seu pronunciamento, Max Barros frisou que a Assembleia Legislativa deve analisar com cuidado o projeto do governo, que visa repassar recursos para as empresas, para que elas dêem R$ 500,00 para quem contratar um novo funcionário.
“O que eu verifico é que esse não seja o caminho mais correto, ou seja, isentar a empresa. Isso já aconteceu no Governo Federal com a Dilma. Ela isentou várias empresas, a indústria automobilística, foram mais de 20 bilhões de isenção fiscal para as empresas, mas isso não impediu que houvesse uma grave crise econômica no Brasil e os números de empregos caíssem drasticamente”, afirmou o parlamentar.
Para Max Barros, não será essa isenção de quinhentos reais que vai fazer com que uma empresa contrate funcionário: “Precisa haver mercado, precisa haver demanda. Eu acho que o caminho mais correto é fazer investimento direto, atendendo às demandas públicas que já existem. A empresa vai contratar diretamente funcionários para recuperar o prédio, mas vai incrementar também a pessoa que faz a madeira, o vendedor de madeira, o serralheiro. É uma cadeia que se forma. Um vendedor de cimento, o vendedor de material, o transporte, então, é uma cadeia virtuosa que se cria em função desse investimento”, ressaltou Max Barros.