sábado, 9 de julho de 2016

Alianças partidárias ainda indefinidas para a eleição em São Luís

Faltando pouco mais de dez dias para o início do prazo a partir do qual os partidos políticos podem realizar convenções para a definição dos seus candidatos a prefeito e vereador – e para a homologação de coligações , as principais siglas que almejam a disputar a Prefeitura de São Luís ainda não decidiram quando se reunirão para isso.
Segundo as novas regras eleitorais, incluídas numa minirreforma aprovada pela Câmara e sancionada em partes pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT), os partidos agora têm de 20 de julho a 5 de agosto para promover suas convenções.
Na capital maranhense, apenas um partido já tem definidos pré-­candidatos a prefeito e vice. O PPL terá chapa formada pelo médico Zeluís Lago e pela jornalista Sirlan Souza. Todos os demais ainda trabalham pela montagem de coligações fortes e, por isso, devem esperar o fim do prazo para tomar uma decisão.
“Estamos lutando pelo PSB, mas não é essa a razão principal do não agendamento. Acho que faremos no final do prazo”, revelou a O Estado a deputada federal Eliziane Gama, pré-­candidata pelo PPS.
O partido dela já tem garantido apoio do PSDB, mas avalia como imprescindível a sua eleição uma composição com os socialistas.
O próprio PSB, por outro lado, além da possibilidade de composição com Gama, segue mantendo viva a pré­-candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré – além de não descartar até uma volta à base aliada do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que tentará a reeleição.
Até o início do ano o partido compunha a equipe do pedetista, mas acabou sendo posto para fora após revelar­se que o senador Roberto Rocha trabalhava por uma aliança com Eliziane.
“Não está definida a data ainda [da convenção]. Definiremos nos próximos dias”, pontuou Roberto Rocha Júnior, presidente municipal da sigla.
Quem também deve deixar para a última hora as suas convenções são o PMN e o Partido Progressista, que têm como pré­-candidatos, respectivamente, os deputados estaduais Eduardo Braide e Wellington do Curso, e o PMDB, do vereador Fábio Câmara.
“Realizaremos a convenção provavelmente dia 30 [de julho]”, explicou Braide, que tem se saído bem nos debates pré­eleitorais, mas carece de estrutura partidária e foca na garantia de apoios, por mais tempo de TV.
No caso do PP, o presidente estadual, deputado federal André Fufuca (PP), tem­-se articulado com partidos menores, principalmente na tentativa de angariar o apoio de algumas legendas já apalavradas com o prefeito Edivaldo Júnior e a deputada Eliziane Gama, os dois principais concorrentes do deputado Wellington.
Procurado pela reportagem de O Estado, o médico, advogado e jornalista João Bentivi, pré-­candidato a prefeito pelo PHS, não deu retorno sobre a data da convenção da legenda.
PDT – Partido do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, pré­-candidato à reeleição, o PDT estuda a possibilidade de realizar uma única convenção com todos os partidos aliados.
Oficialmente, os pedetistas contabilizam 15 partidos na base de sustentação do prefeito. Mas adversários garantem que apenas 13 estão efetivamente fechados atualmente e acrescentam que ainda pode haver defecções.
O presidente estadual da legenda, deputado federal Weverton Rocha, também faz mistério sobre a data da convenção. “Estamos fechando a data ainda”, afirmou, durante a semana, a O Estado.
Ele revelou, contudo, a intenção de promover um único grande ato com todas siglas que integrarão a coligação governista. E ressaltou que a direção do PDT vai conversar com os comandos partidários aliados.
“A intenção é essa [fazer uma grande convenção com todos os partidos da coligação]. Iremos consultar os partidos”, destacou.
Vices – Além dos problemas para se fechar questão em torno das alianças, o que também contribui para que os partidos protelem as convenções são as conversas sobre os candidatos a vice. Dos três principais pré­-candidatos a prefeito, por exemplo, nenhum conseguiu avançar no tema nos últimos meses.
No caso de Edivaldo Holanda Júnior (PDT) há um acordo velado segundo o qual a indicação caberia ao PCdoB – despontam pelo menos quatro nomes do partido, mas nenhum de forma oficial.
Depois de garantir o apoio do PSDB, Eliziane Gama (PPS) pode ter um vice tucano – Pinto Itamaraty e José Joaquim são os mais citados ­, mas nada impede que a vaga seja usada como moeda de troca para a atração de mais aliados, como o PSB, por exemplo.
No PP, a expectativa é pela definição de apoios a Wellington do Curso para, então, discutir­se o nome do vice. No entanto, já foram ventiladas composições com a vereadora Rose Sales (PMB) e, mais recentemente, com o também vereador Fábio Câmara (PMDB).
Nesse último caso, a possibilidade de aliança conta com o apoio de próceres peemedebistas, como o presidente estadual do partido, senador João Alberto, e a ex-­governadora Roseana Sarney, que chegou até a sugerir ao próprio Câmara, diante das mais recentes pesquisas, que ele abdicasse da pré­-candidatura em favor de uma composição com os progressistas. O vereador não topou.
O Estado’