sexta-feira, 10 de junho de 2016

Vivi Orth, capa da Playboy, fala sobre como a profissão de modelo ajudou sua autoestima


(Foto: Divulgação)

Por: João Ker
Com apenas 25 anos, Vivi Orth já carrega consigo mais de uma década trabalhando como modelo internacional e cruzando passarelas para grifes como Dior, Diesel, Louis Vuitton, John Galliano, Nina Ricci e por aí vai. Neste ano, porém, a jovem paranaense deu uma reviravolta na carreira: aceitou o convite para estrelar a segunda edição da nova versão da “Playboy”. Em papo com o Yahoo, a top model fala sobre a decisão editorial que aboliu o nu frontal do ensaio, suas inspirações para o mesmo e como a profissão a ajudou a aceitar o próprio corpo:  
Yahoo: Algumas pessoas “reclamaram” da ausência de nu frontal no ensaio. Foi uma escolha sua? E qual a diferença entre posar nua para a Playboy ou mostrar o corpo em uma passarela?
Vivi Orth: Foi um consenso. Avaliamos o material e o nu frontal não conversava com o ensaio. A diferença é que na Playboy, eu pude colocar a minha própria personalidade nas fotos, enquanto em uma passarela tenho que mostrar a personagem que o estilista pede.
Y: Qual capa anterior da revista é a mais marcante pra você e por quê?
VO: Sem dúvidas é a capa com a Kate Moss, uma das mulheres que eu mais admiro. No Brasil, a Cléo Pires fez um ensaio lindo, além de ser uma das mulheres mais bonitas do país, na minha opinião.
(Foto: Divulgação/ Playboy/ André Passos)
Y: Durante o lançamento da Playboy, você disse que “A mulher magra também é sensual”. Várias modelos nasceram com o biotipo magro e admitiram que demoraram até aceitarem o próprio corpo. Você já passou por alguma fase assim?
VO: Durante a adolescência, passei por um período onde sofria com isso, principalmente na escola. Quando comecei a trabalhar como modelo, me aceitei. Entendi que a minha magreza - além de natural no meu biotipo – podia também me ajudar nesta profissão. Comecei a ver isto de uma outra forma, e passei a me aceitar como era.
Y: O que acha dessa nova geração de modelos que surgem a partir das redes sociais?
VO: Eu acho ótimo! É um espaço democrático, onde as pessoas podem conquistar seu público mostrando aquilo que faz parte de suas vidas.
Y: Qual conselho você daria para uma jovem que, em 2016, pretende se tornar modelo?
VO: Estude bem o inglês e se prepare antes de entrar no mercado. O maior erro das meninas de hoje é achar que podem se tornar top models do dia para a noite. Isso não acontece na vida real. É preciso batalhar muito e ter muito foco e humildade.