quinta-feira, 2 de junho de 2016

Presidente da Aclem conclama entidade nacional a agir contra abusos da CBF



Tércio Dominici, Aderson Maia e o presidente da Associação Brasiliense
 Com a participação de delegados de 21 associações de cronistas esportivos, foi encerrado no último sábado (28), na cidade de Brasília-DF, o 42º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos. O evento começou na noite da última quinta-feira (26), no hotel Windsor Plaza, com a abertura oficial. O presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD), narrador esportivo Kleiber Beltrão não mediu esforços para proporcionar uma excelente estadia aos congressistas, além de palestras de bom nível.
O evento foi conduzido pelo presidente da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (ABRACE), Aderson Maia, e contou a participação de representantes da Association Internationale De La Presse Sportive (AIPS). Entre eles, o paraguaio Gabriel Cazenave, presidente da associação nas Américas, que fez elogios a ABRACE.
“A única entidade reconhecida no Brasil é a ABRACE”, comentou Cazenave, deixando claro que a entidade presidida por Aderson Maia é a única legitima e com reconhecimento internacional para credenciamento de cronistas esportivos.
O ponto principal dos debates diz respeito às novas normas que impõe restrições ao exercício pleno das atividades regulares dos cronistas esportivos em jogos do Campeonato Brasileiro das séries A e B, onde veda entrevistas antes, assim como no intervalo de partida, além de limitar a área de ação dos profissionais de imprensa. A nova norma beneficia apenas as emissoras detentoras do direito de transmissão.
Na avaliação da ABRACE, a norma imposta pela CBF é um absurdo é fere o artigo 5º da Constituição Brasileira: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. A norma fere ainda o parágrafo IX do mesmo artigo onde falar: é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Tércio ao lado do secretário Geral da Aclem – o jornalista Edy Garcia entre colegas
Outro artigo que fere a norma é o 220º da constituição: a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. § 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.
O presidente da Aclem/MA, o radialista Tércio Dominici teve atuação destacada no Congresso da ABRACE, em Brasilia, e exigiu uma tomada de atitude enérgica da entidade nacional contra os abusos que a CBF vem cometendo com a imprensa especializada.
“Nós não vamos deixar que mandem em nosso terreiro. Estamos vendo profissionais experientes do rádio brasileiro tendo o desprazer de atuar com as normas que foram adotadas pela CBF, tendo a insatisfação estampada na fisionomia destes profissionais. Nós já estamos com um procedimento local, talvez o Maranhão possa mostrar ao Brasil o caminho legal de como mudar este estado de coisas. A Associação dos Cronistas e Locutores do Maranhão tem um contrato com o Governo Estadual quando da inauguração do Castelão, em São Luiz, no regime de comodato”, disse Tércio Dominici da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Maranhão, que ainda completou.
“O estádio lá é do Governo do Maranhão, não é uma praça de propriedade particular. No entendimento nosso é que a CBF pegou a chave da nossa casa, abre a porta a hora que quer e entra. Nós vamos buscar todos os meios para impedir isso. Precisamos unir todas as associações brasileiras e buscar reverter esta situação. Se não, as emissoras de rádio vão acabar fechando as portas”, finalizou.