sexta-feira, 10 de junho de 2016

Em nova Assembleia, servidores municipais de São Luís aprovam indicativo de greve


Na manhã desta sexta-feira, 10, o Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de São Luís – SINFUSP/SL esteve reunido, em nova Assembleia Geral, com a categoria, para deliberarem sobre a contraproposta da Prefeitura, em oferecer reajuste salarial de apenas 2% para a classe, com retroativo à Janeiro de 2016 e mais o início das promoções. A Assembleia aconteceu no Sindicato dos Bancários.

Em uma nova rodada de negociação com a Prefeitura, foi eleita uma Comissão – aprovada na última Assembleia realizada no dia 03 de Junho -, a qual apresentou a rejeição da oferta de 2% oferecida pelo Executivo, além dos encaminhamentos feitos pelos servidores.

Mais uma vez a Prefeitura foi insensível aos anseios de seus trabalhadores e alegando não ter repasse suficiente, podendo entrar até em colapso caso aumente o reajuste, permaneceu com a proposta do irrisório valor de 2%. Uma coisa é certa, os administradores da máquina pública municipal falaram o tempo todo em números, mas nunca foram ou são capazes de apresentar, na real, o gasto com o pessoal e qual o pessoal mantém em seu quadro de funcionários.

Outra coisa também é certa, a folha de pagamento da prefeitura pode entrar em colapso não por causa de salários de servidores efetivos ou contratados, mas por causa e uma “cambada” de assessores, cargos comissionados, pessoas indicadas de secretários, vereadores, que possuem salários exorbitantes, os quais nem se comparam aos salários baixíssimos de quem, de fato, carrega os serviços municipais nas costas.

Diante disso, o presidente do SINFUSP/SL, Francisco do Vale declarou que ele e muito menos a sua diretoria é capacho de prefeitura, por isso, a decisão dos servidores é que o impulsionará na tomada de decisões, com coerência e dignidade ao direito do trabalhador.

“O SINFUSP/SL não tem medo de ir para a rua lutar pelo direito do funcionário municipal. Não temos medo de deflagrar greve, de parar, com responsabilidade, os serviços. Tudo depende da nossa força e unidade de sustentar o que vamos decidir aqui. Se vocês decidirem que querem greve, o Sindicato vai realizar a greve com a categoria”, afirmou o presidente.

 Aplaudido pela categoria, os servidores manifestaram a sua indignação às justificativas da Prefeitura de São Luís e não hesitaram em, mais uma vez, repudiar a proposta indecorosa, humilhante e vergonhosa do Executivo de 2%, que em, absolutamente nada, beneficiará os milhares de servidores e nem de longe contempla a inflação.

“Fui pela Comissão a essa última reunião com a Prefeitura e o que pude perceber é que não existe uma disposição do órgão e nem de sua direção em elaborar um planejamento específico de reajuste para a nossa classe. Apresentaram-nos números, receita, diversos tipos de explicações genéricas, apenas mantendo as aparências, para tentar nos conter e justificar o injustificável. Nós precisamos mostrar para o chefe do município que servidor tem força e tem direito e ele vai ver isso agora”, declarou o servidor Cleiton de Jesus.

“Eu nunca vi no mundo sindical, um caso de patrão que faz uma negociação decadente, como nesse, por exemplo. O prefeito tenha começado oferecendo um determinado valor e depois se arrepender, tirar e deixar quase nada. É absolutamente incomum a forma de negociação que a Prefeitura tem nos apresentado. Primeiro ele nos faz uma oferta, sem conhecer os seus próprios números? Isso não pode ser acreditado por nós. Isso é um absurdo. É subestimar demais o servidor”, reclamou o servidor Cristovam.

Encaminhamento

 - Uma nova Assembleia ampliada e específica com todos os servidores e trabalhadores públicos, sócios e não sócios ao SINFUSP/SL, acontecerá na próxima sexta-feira, 17 de Junho, a partir das 14 horas, na Associação Comercial (antigo Hotel Central). Na oportunidade, será discutida a deliberação do indicativo de greve, conforme deliberado em Assembleia Geral Específica, realizada no dia 10 de Junho.

Importante frisar que o Sindicato continua aberto às negociações com a Prefeitura.