terça-feira, 17 de maio de 2016

"New York Times" propõe que Brasil postergue os Jogos Olímpicos

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Brasil vive um momento de instabilidade devido aos problemas políticos e econômica, assim como a epidemia de zika e problemas com a organização do evento levaram o "The New York Times" a discutir a possibilidade de adiamento da Olimpíada do Rio de Janeiro. Três articulistas avaliaram a possibilidade de os Jogos Olímpicos não acontecerem daqui três meses e sim, quando o país for mais estável.
O pesquisador do departamento de geografia da Universidade de Zurique Christopher Gaffney defendeu que adiar a Olimpíada é o caminho mais seguro. O foco da sua análise é a epidemia de zika, que pode se tornar um problema global por conta do evento no Rio.
Em oposição a este argumento, o professor de ciência política da Universidade de Oregon Jules Boykoff, autor de um livro sobre a história política das Olimpíadas, escreveu em defesa da manutenção dos jogos na data marcada. Sob o ponto de vista político, ele alega que é importante que os Jogos aconteçam mesmo em meio a uma situação problemática, e que ofereçam espaço e visibilidade para protestos contra eles.
Um terceiro texto, da planejadora urbana Theresa Williamson, argumenta que a realização ou não da Olimpíada nas datas previstas é menos importante de que entender o que há por trás do evento. Segundo ela, permitir que o Rio seja sede da Olimpíada foi um erro.
Os Jogos Olímpicos na cidade brasileira sofrem faz tempo com as críticas. Em fevereiro, a"Forbes" questinou a escolha do local e mostrava preocupação com a série de problemas do país. Em entrevista ao site brasileiro da rede britânica "BBC", em março, o consultor britânico Simon Anholt disse que a Olimpíada do Rio é uma ameaça maior à reputação do Brasil no exterior do que as crises política e econômica pelas quais o país está passando.