domingo, 8 de maio de 2016

Janot denuncia Gleisi Hoffman e seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo

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Rodrigo Janot, procurador-geral da República, fez uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações. O empresário Ernesto Kugler, ligado ao casal, também foi denunciado.
Segundo o G1, a denúncia está atrelada às investigações da Operação Lava Jato, que aborda esquemas de desvio de dinheiro na maior empresa estatal do país, a Petrobras.
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O três citados são acusados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por terem supostamente recebido valores desviados da petrolífera a fim de bancar a campanha de Gleisi ao senado, nas eleições de 2010. De acordo com o parecer de Janot, as delações premiadas da Lava Jato e as provas obtidas a partir delas apontam indícios suficientes do envolvimento do trio em práticas de corrupção.
Ainda em seu primeiro mandato, a senadora é uma das petistas conhecidas por ser defensora da presidente Dilma Rousseff no Congresso. Ela chegou a ser chefe da Casa Civil durante a primeira gestão Dilma, mas deixou o cargo para concorrer ao governo do Paraná, em 2014, quando ficou em terceiro lugar no pleito. Atualmente, faz parte da comissão especial do impeachment no Senado.
Paulo Bernardo, por sua vez, foi deputado federal pelo Paraná e titular do Planejamento na presidência de Lula. Durante a transição para o governo Dilma, ele foi realocado para a pasta de Comunicações, onde ficou até o fim do primeiro mandato da presidente.

Próximas etapas

Cabe agora ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos no STF, submeter a denúncia da PGR à análise de outros cinco magistrados da Segunda Turma do tribunal. Caso o casal e o empresário se tornem réus, começa então a fase de coleta de provas e depoimentos e, só após essa etapa, o Supremo julgará se são condenados ou não.
Citada em delações do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, Gleisi é acusada de receber R$ 1 milhão em propina proveniente do esquema da estatal. O dinheiro teria sido repassado a pedido de Paulo Bernardo, na época à frente do Ministério do Planejamento, por meio do empresário Ernesto Kugler.
Outro delator que citou o acordo foi Antonio Carlos Pieruccini, que alegou ter entregue o montante em espécie para Kugler em quatro viagens entre São Paulo e Curitiba.
Fotos: Agência Senado/Agência Brasil