segunda-feira, 9 de maio de 2016

Cunha quem orquestrou anulação do impeachment, diz jornal

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Decisão política mais comentada do dia, a anulação da tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pode ter sido uma orientação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As informações são do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (9) pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente em exercício da Câmara. Ele assumiu o cargo após o afastamento de Cunha ter sido decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as informações divulgadas pelo colunista d’O Globo, Maranhão e Cunha teriam se encontrado na última sexta-feira (6). No encontro, que teria ocorrido em Brasília, Cunha fez a sugestão para o novo presidente da Câmara.
Jardim afirma que esse raciocínio mostra que Cunha poderia ter novamente ascendência sobre o fim do governo Dilma e, eventualmente, o início do governo de Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República.
O colunista afirma que inicialmente Maranhão rejeitou a ideia, mas foi convencido por Cunha. O argumento utilizado pelo deputado do Rio de Janeiro é que o colega, ao barrar o impeachment, manteria sua coerência após ter chamado o processo de “golpe” durante a votação de 17 de abril.
A interpretação de pessoas ligadas aos políticos é que barrar o afastamento de Dilma, no momento, daria tempo aos dois. Cunha, por exemplo, teria feito o pedido acreditando que, em caso de queda da presidente, não teria mais influência no momento de fazer sua própria defesa.