quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

“Uma cabeça doente adoece as outras partes do corpo”, alerta Uchôa sobre a Segurança

Sebastião Uchoa é delegado de Polícia Civil
Sebastião Uchoa é delegado de Polícia Civil
Daniel Matos – Em mais um desabafo em seu perfil no Facebook, exonerado recentemente da chefia da Delegacia do Meio Ambiente e relegado ao posto de adjunto do 6º Distrito Policial, na Cohab, o delegado Sebastião Uchôa, voltou a fazer duras críticas à gestão do sistema de segurança público do Maranhão no atual governo.
O ex-secretário de Justiça e Administração Penitenciária e ex-superintendente da Polícia Civil da capital lamentou o que chamou de “descaso, imperícia e total falta de legitimidade no manejo das questões da segurança pública”. Ressaltou ainda que são inócuas as trocas de comando da Polícia Militar, de delgado-geral da Polícia Civil, de superintendente se os novos gestores tiverem autonomia para trabalhar.
Uchoa classificou o período atual como “a pior fase por que passa o sistema de segurança pública do Maranhão nos últimos 18 anos”. No auge da sua insatisfação, o experiente delegado fez o seguinte alerta: “Uma cabeça doente adoece as partes do corpo”.
Abaixo, a postagem de Sebastião Uchôa, na íntegra:
Dói e revolta em saber que estamos entregues ao descaso, imperícia e total falta de legitimidade no manejo com as questões de segurança pública tecnicamente, falando, em matéria de gestão.
Não adianta trocar comandante, delegado geral, superintendente, se todos não têm autonomia para trabalhar.
Uma cabeça doente,adoece as partes do corpo.
Assim, só bobão ou alienado que não vê isso. E o povo, juntamente com quem gosta do que faz mas impedidos ou impossibilitados de trabalhar, que sofrem com a pior fase por que passa o Sistema de Segurança Pública do Maranhão ao longo desses últimos dezoito anos.
Minha crítica é construtiva ao modelo (se é que existe modelo) de gestão em curso, embora o governo tenha ainda tempo para remediar, desde que seja humilde e saia dos pedestais de gabinetes e reimplante um sistema de inteligência para filtrar ao que chega em seus ouvidos, a fim de decidir, com sabedoria, responsabilidade e coerência aos desafios que terá no restante de governo a caminhar.