segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Para deputada, cumprimento de prazos é essencial para processo contra Cunha não virar “pizza”

A vice-líder da Rede na Câmara, deputada Eliziane Gama (MA) vê como extrema preocupação informações de bastidores que apontam para o eventual uso de medidas protelatórias para atrasar a conclusão do processo por quebra de decoro contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa.

O peemedebista é alvo de representação movida pelo Psol e pela Rede. O parlamentar é acusado de ter mentido aos colegas da CPI da Petrobras, já que negou ter contas bancárias no exterior que teriam movimentado dinheiro sujo do esquema de corrupção da Petrobras.

“O Conselho de Ética é detentor de um processo que se configura como a maior missão dada a ele em toda a sua história. Não pode e, acredito, não tomará nenhuma medida procrastinadora no sentido de atrasar a representação contra o presidente da Casa. O cumprimento dos prazos regimentais e o bom sendo dos integrantes são fundamentais para o processo não resultar em pizza", disse a parlamentar da Rede, nesta segunda-feira (9).

Para Eliziane,que é membro suplente do Conselho de Ética, são preocupantes as informações que circulam nos bastidores da Casa de que aliados a Eduardo Cunha se utilizariam de artifícios para retardar a votação do processo que pode resultar na cassação do peemedebista.

Pelo regimento da Casa, após ser notificado para apresentar sua defesa, Cunha terá 10 dias úteis para responder ao Conselho de Ética. De posse destas informações, o relator do caso, Fábio Pinato (PRB-SP) disporá de até 40 dias para fazer as diligências que julgar necessárias para instruir o processo.  No entanto, antes desta tramitação toda que deve ultrapassar o ano de 2015, Pinato precisa acatar a denúncia contra o presidente da Câmara.