quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Pai é preso suspeito de estuprar cinco filhas indígenas em Oiapoque, no AP

Suspeito de estupro foi detifo na delegacia de Oiapoque,  no Amapá (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Suspeito de estupro foi detido na delegacia de Oiapoque, no Amapá (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
 Polícia Civil de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, prendeu nesta quinta-feira (25) um homem de 49 anos suspeito de estuprar as cinco filhas indígenas da tribo Karipuna, com idades de 5, 6, 10, 12 e 14 anos. Os abusos, conforme a polícia, aconteciam na propriedade rural onde ele morava com as meninas e outros três filhos homens, após separar da mulher.
O homem foi preso após uma denúncia da mãe, que é indígena, e teria desconfiado do comportamento de uma das meninas, segundo a polícia. De acordo com o delegado Charles Correa, os exames comprovaram os abusos. Após a prisão, o suspeito teria confessado ter mantido relações sexuais com duas filhas. Ele negou o ato com as demais.
Pai que teria abusado de filhas foi detido com armas e munições (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Pai que teria abusado de filhas foi detido com armas e munições (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
“O representante da Funai [Fundação Nacional do Índio] apresentou a mãe da vítima e trouxe uma das filhas abusadas, que tem 12 anos. Fizemos o exame de conjunção carnal que atestou o abuso, tanto o rompimento do hímen, quanto fissuras anais. Após isso investigamos os demais abusos”, falou o delegado. O homem, que não é indígena, está detido na delegacia de Oiapoque.
Os policiais encontraram com ele duas espingardas e 14 munições na residência da família localizada em um ramal com acesso pelo quilômetro 16 da BR-156.
Psicólogo atestou condições de vida sub-humanas vividas pelas vítimas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Psicólogo atestou condições de vida sub-humanas na casa da família (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A polícia informou que as crianças foram acompanhadas por uma psicóloga, que, além da violência, atestou condições sub-humanas de moradia, identificando nas menores ferimentos e calos nas mãos e pés por causa do trabalho pesado. As crianças voltaram para a guarda da mãe e estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar e pela Funai.
“A casa é bem paupérrima, com condições precárias de moradia e as crianças eram submetidas a trabalho escravo pois estavam com as mãos calejadas. Quando fui ao Fórum fazer a representação já havia uma denúncia contra ele por maus tratos, mas não ainda por estupro”, acrescentou Charles Correa.