terça-feira, 10 de novembro de 2015

ALERTA PARA SÃO LUÍS: ARMAZENAMENTO DE RESÍDUOS TÓXICOS PELA ALUMAR CONTAMINA LENÇOL FREÁTICO

O rompimento de duas barragens de uma mineradora liberou uma enxurrada de lama que causou grande destruição no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, na tarde do dia 5 deste mês. A tragédia que inundou várias casas pode servir de alerta para São Luís. É que, de acordo com informações de ativistas ambientais, já foram emitidas nove autorizações de supressão vegetal das terras que haviam ficado de fora da gleba Tibiri-Pedrinhas – no caso da área industrial de São Luís – para que a Alumar construísse seus lagos artificiais depositários de resíduos industriais tóxicos e altamente tóxicos, como na foto a baixo que mostra um dos tanques de “lama vermelha” do consórcio de alumínio produzido na capital maranhense.
A Frente Comunitária da Gleba Tibiri-Pedrinhas e Movimentos Sociais, ainda ensaiaram uma visita a essas áreas destes lagos depositários dos resíduos produzidos pelo beneficiamento da bauxita. Além de danos nos lençóis freáticos, a poluição pode prejudicar o Cinturão Hidrológico existente. O caso é tão grave que as fábricas de bebidas ao longo do Km-18/19 da BR-135 na região de Pedrinhas, que antes se orgulhavam da qualidade da água utilizada, já começaram a tratar previamente a água que utilizam.
Para discutir mais sobre essa situação, irei propor duas medidas na Câmara: uma audiência pública tratando das consequências desse tipo de armazenamento de resíduos tóxicos e altamente tóxicos e um projeto de lei que torna obrigatória a contratação de seguro contra o rompimento de barragens. O seguro deverá oferecer cobertura de danos físicos, inclusive morte, e prejuízos materiais às pessoas físicas e jurídicas domiciliadas em áreas afetadas por inundações (urbanas ou rurais habitadas ou utilizadas para quaisquer fins de natureza econômica, inclusive de subsistência).
Essa denuncia foi feita pelo vereador Fábio Câmara em sua pagina no Facebook.