terça-feira, 13 de outubro de 2015

Frota defende Lei de Diretrizes e Base do Sistema Nacional do Esporte

O deputado Sérgio Frota (PSDB) defendeu, nesta terça (13), na tribuna da Assembleia Legislativa a  Lei de Diretrizes e Base do Sistema Nacional do Esporte. O parlamentar fez referência a um discurso do Ministro dos Esportes, George Hilton, na Bahia, durante a apresentação do projeto reversamento da Tocha Olímpica.
Frota que estava acompanhando a delegação do Sampaio, como presidente do clube, já que o Tricolor enfrentou o Bahia pela Série B, observou in loco, a explanação do Ministro Hilton, e entendeu como importante suas ideias. “E confesso que me surpreendi positivamente com as ideias de Hilton, um político com quase nenhum passado ligado ao esporte”, destacou.
Com a lei, o Governo espera intensificar e por que não retomar as escolas como fornecedora de uma população altamente esportiva num futuro próximo? Assim os atletas de alto nível aparecerão com maior facilidade e em melhor qualidade. A norma ainda está em formulação por um grupo de estudo, lançado há cinco meses, no Congresso Nacional.
A expectativa é que ela chegue ao Congresso Nacional no final desse ano ou no meio de 2016, ano que será de maior efervescência esportiva no País, pois será um ano Olímpico. Por entender e compreender muito bem, a relevância do esporte para a sociedade brasileira, Sérgio Frota, declinou total apoio as políticas públicas voltadas para esta área.
- Desde já me coloco amplamente favorável ao que na teoria ela promove. Nos últimos anos, o brasileiro, ao contrário do que parece, tem feito menos esporte. Quase 46% da nossa população está sedentária, segundo pesquisa recente do Ministério do Esporte. Com base em entrevista realizada em 2013, deputado Cristovam. Número bastante preocupante, ainda mais em tempos de crescimento de doenças cardiovasculares, para se ter uma ideia da situação, Deputado Rafael Leitoa, quase 33% dos jovens de 15 a 16 anos não praticam esporte nenhum, esse número poderia ser diferente se houvesse uma política maior de incentivo ao esporte na base de tudo, que é a escola, o ensino da educação física é obrigatório, mas não há estrutura para isso. E se formos olhar o interior do nosso País a situação ainda é pior, relatou Sérgio Frota.
O deputado/presidente do Sampaio apontou o caminho da descentralização e quebra de paradigmas no esporte, para que crianças, adolescentes e jovens tenham acesso à prática, não só nas escolas e universidades particulares, mas, principalmente nas instituições públicas fundamentalmente, também. Ele citou um exemplo conhecido no mundo – o belo trabalho desenvolvido pelos americanos, inclusive, de monitoramento do aluno/atleta.
- […] a prática esportiva com centros de desenvolvimento e equipamentos esportivos. Hoje, a base do aperfeiçoamento está em escolas particulares, clubes sociais e entidades esportivas, como os clubes de futebol. Sou defensor de uma política maior nas escolas públicas e nas universidades em programas semelhantes aos que são adotados nos Estados Unidos, e, veja bem, eu estou falando semelhante, eu não estou falando igual, porque há uma diferença gritante, em que os atletas de ponta surgem e são monitorados, desde o ensino médio e ganham incentivos para ter uma graduação acadêmica, concluiu.
E não dá para esperar que esse investimento venha só dos cofres públicos, seja no âmbito federal, estadual ou municipal. Já existem programas de apoio ao esporte para a iniciativa privada, utilizando parte dos impostos que as empresas pagariam ao Governo para ajudar no sustento de atletas e paratletas no nosso Estado.